quinta-feira, 27 de março de 2014

Tarefa 3: análise da poesia " A instabilidade das Cousas do Mundo" de Gregório de Matos


Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o Sol, por que nascia?

Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,

E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.



                                                      Análise da Poesia:




                         A poesia de Gregório de Matos guarda alguns traços marcantes da poética renascentista: trata-se de um soneto, cuja temática está centrada na reflexão moral e filosófica, o título longo e e explicativo da poesia, que é uma característica barroca, evidencia o caráter moralizante do texto.


                        O texto trata da efemeridade das coisas do mundo, tema bastante envolvido no estilo barroco. O poeta utiliza como exemplo da efemeridade das coisas o sol que não dura mais que um dia, a noite que segue a luz, a beleza que acaba em tristes sombras e a alegria que se transforma em tristeza. 
                         Logo na primeira estrofe, o poeta trabalha com outra característica barroca: o pessimismo com uma visão negativa do mundo e acentua os contrastes com antíteses. Na segunda estrofe apresenta outra característica barroca: a dúvida, só contendo perguntas sem respostas. E nas últimas estrofes é expressa a passagem do tempo que tudo destrói por paradoxos, onde o poeta funde os opostos.
                                                       



Poesia retirada do site: http://poesiacontraaguerra.blogspot.com.br/2007/05/instabilidade-das-cousas-do-mundo.html

Tarefa 2: análise do conto "A Maria dos Povos, Sua Futura Esposa" de Gregório de Matos

Discreta, e formosíssima Maria,
Enquanto estamos vendo a qualquer hora,
Em tuas faces a rosada Aurora,
Em teus olhos e boca o Sol, e o dia:

Enquanto com gentil descortesia
O ar, que fresco Adônis te namora,
Te espalha a rica trança voadora,
Quando vem passear-te pela fria:

Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trota a toda ligeireza,
E imprime em toda flor sua pisada.

Oh não aguardes, que a madura idade,
Te converta essa flor, essa beleza,
Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.


Análise do conto:

O conto "A Maria dos Povos, Sua Futura Esposa" tem como principal tema a passagem do tempo, evidenciada na terceira estrofe. Maria é descrita pelo narrador como uma moça bela e gentil, entretanto precisa aproveitar sua mocidade antes que seja tarde, pois assim como tudo na vida, sua juventude irá passar. 

O narrador: É possível dizer que o narrador tenta dar um conselho á Maria, ao pedir para que ela aproveite mais sua juventude. 

O tempo: Sendo o principal elemento do conto, a passagem do tempo mostra um alerta para Maria, evidenciado na última estrofe.


Conto retirado do site: http://artedoserrados.blogspot.com.br/2012/03/maria-dos-povos-sua-futura-esposa.html

terça-feira, 25 de março de 2014

Tarefa 1: análise do conto “Circuito Fechado” de Ricardo Ramos

Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço. Relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos, jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, blocos de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia. Água. Táxi, mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras. Cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.


Análise do conto: 


O personagem: É o narrador, do tipo plano (previsível, convencional).

Ação: Se passa o dia do narrador, o que ele vê no dia como se fossem slides da vida dele.
Na segunda parte parece que ele se lembra do passado.
Na terceira prosa, diálogos que ele tem com as pessoas a sua volta, filhos, colegas...
Na quarta parte coisas que ele lembra ter ou um dia ter possuído.
O ultimo paragrafo é ele dizendo o que esperava da vida e que na verdade não foi isso que conseguiu.

O tempo: No primeiro e terceiro paragrafo o tempo parece rápido, cerca de minutos ou segundos, até para mostrar como esses momentos da vida são rápidos. O segundo, quarto e quinto são mais demorados, pois refletem lembranças.


O espaço: Cada paragrafo se passa em vários lugares, pois ele esta em movimento, por exemplo, no primeiro se passa na casa, no trabalho. É claro que tudo implícito. 


Conto retirado de http://revistamacondo.wordpress.com/2012/02/29/conto-circuito-fechado-ricardo-ramos/